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Ex-namorada do funkeiro Gabriel do Borel registra boletim de ocorrência contra ele por agressão

Ilana Motta, a MC Illana, de 22 anos, prestou queixa por lesão corporal contra o DJ Gabriel do Borel, de 21. Os dois namoraram pouco mais de um mês e terminaram,segundo ela, após o funkeiro agredi-la na madrugada do dia 25 de junho, na casa da mãe dele, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A funkeira esteve na Delegacia da Mulher (DEAM), no Centro do Rio, para registrar um Boletim de Ocorrência contra Gabriel e pedir uma medida protetiva para que ele não possa se aproximar dela novamente. No dia seguinte, ela foi encaminhada para fazer exame de corpo de delito e o caso já está nas mãos do Ministério Público.

Ilana conta que estava na casa da sogra, com quem Gabriel do Borel voltou a morar recentemente, e digitava no celular combinando uma live. “Faço algumas no meu perfil do Instagram, sempre trolando, passando trote para conhecidos. Meus seguidores começaram a pedir para fazer com pessoas que eles conheciam. Quando eu combinava isso, o Gabriel teve um acesso de ciúme e tirou o celular da minha mão achando que eu estava falando com algum homem. Quando pedi meu celular de volta, ele trancou a porta do quarto e começou a me chutar. Ele dava bicudos nas minhas pernas, puxava meu cabelo, me encurralou na parede e eu comecei a gritar. Não revidei. Só me defendi. Teve uma hora em que tive a impressão que ele iria me dar um soco e coloquei a mão na frente e pegou no meu pulso”, detalha cada gesto do DJ e produtor

Ex-namorada de Gabriel do Borel registra boletim de ocorrência contra ele por agressão: ‘Puxou meu cabelo e me deu bicudos’

Fora do quarto estavam a mãe de Gabriel do Borel e sua irmã, de 10 anos. As duas, de acordo com Ilana, ouviram os gritos e chamaram um tio e uma tia do funkeiro na vizinhança para ajudarem a conter o rapaz. “Só quando eles chegaram foi que ele parou de me bater. Ele abriu a porta do quarto e eu saí. Só que não tinha como ir embora porque ele estava com minha bolsa e meu celular. A irmã dele achou e eu saí correndo. Ele ainda mandou mensagem perguntando se queria que ele chamasse um Uber pra mim. Eu estava com tanto medo, tão confusa, sem acreditar naquilo, que aceitei”, descreve.

Ilana Motta, a MC Illana. e Gabriel do Borel: namoro de um mês Foto: Arquivo pessoal

Ilana voltou para Duque de Caxias, onde mora, e no resto daquela madrugada não conseguiu dormir mesmo tomando o remédio prescrito para ela, que sofre de Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG). No dia seguinte, sem falar nada sobre o ocorrido, encontrou a mãe no salão de beleza que ela tem e dormiu em casa sozinha novamente. “Bloqueei o Gabriel em todas as minhas redes e também no WhatsApp. Fiquei com muito medo de ele me procurar”, diz.

No sábado, 27, Ilana voltou a encontrar com a mãe, que havia feito um bolo para o irmão da MC pelo aniversário. “Coloquei uma saia e fui. Não me toquei dos hematomas. Assim que minha mãe bateu os olhos, quis saber o que era aquilo. Quando acabou o parabéns, ela me levou para a delegacia”, relembra.

Ilana Motta, a MC Illana, mostra os hematomas após dizer que agressão foi de Gabriel do Borel
Ilana Motta, a MC Illana, mostra os hematomas após dizer que agressão foi de Gabriel do Borel Foto: Arquivo pessoal

“Ele me expulsou porque eu não quis transar”

Ilana conta que esta não foi a primeira vez que Gabriel foi agressivo com ela. Duas semanas depois de se conhecerem e começarem a namorar, ela diz, Gabriel puxou seu cabelo e a expulsou da casa dele no meio da madrugada porque ela se recusou a manter relações sexuais com o funkeiro naquela noite.

“Conheci o Gabriel pelas redes sociais. Ele me mandou mensagem sobre trabalho e ficamos próximos. Uma semana depois, ele me chamou para jantar na casa dele. Ele estava morando num apart-hotel na Barra da Tijuca e eu moro em Duque de Caxias. Alguns dias depois, ele me pediu em namoro porque disse que queria algo mais sério, com segurança, porque estávamos no meio da quarentena. Aceitei”, detalha ela, sobre o início do relacionamento, no começo de maio: “Umas duas semanas depois, comecei a notar que ele é muito possessivo. Mexia no meu celular, só me ligava por chamada de vídeo, botava o ouvido no meu telefone pra saber se era voz de mulher ou homem… Nesse dia, ele contou que tinha clonado meu telefone. Fiquei muito chocada e discutimos. Como sofro de ansiedade, preciso tomar remédio para dormir. Nesta noite da primeira discussão, tomei um para poder descansar. Estava na casa dele há alguns dias. Por volta das três da manhã.ele me acordou e queria transar. Como eu me recusei, ele me mandou ir embora. Puxou meu cabelo e eu disse que aquilo era agressivo. Ele botou minhas coisas para fora do apartamento e sequer me ajudou a chamar um carro”.

Gabriel do Borel: acusado de agressão em relação abusiva
Gabriel do Borel: acusado de agressão em relação abusiva Foto: reprodução/ instagram

Demorou quatro dias para que Gabriel procurasse Ilana. “Ele me pediu desculpas e disse que não faria aquilo de novo, que perdeu a cabeça e que gostava de mim. Cedi porque pensei que ele podia não saber se relacionar, já que me disse que fui sua primeira namorada de verdade. Relevei e voltamos. Depois, ele me chamou para passar o resto da quarentena na casa da mãe dele e eu topei. Quando a gente gosta, acredita que o outro pode mudar. Eu não sabia o que era um relacionamento abusivo”, lamenta.

Desde que prestou queixa, Ilana dorme um dia em cada lugar. “Estou com medo. Ele sabe onde eu moro e não sei do que alguém que é capaz de fazer o que fez comigo, me machucado e me agredido, pode fazer agora”, pondera: “A sorte é que tenho o apoio da minha família”.

Ilana Motta, a MC Illana, mostra os hematomas após dizer que agressão foi de Gabriel do Borel
Ilana Motta, a MC Illana, mostra os hematomas após dizer que agressão foi de Gabriel do Borel Foto: Arquivo pessoal

Mesmo sem poder se aproximar de Ilana ou falar com ela de acordo com a medida protetiva baseada na Lei Maria da Penha, Gabriel do Borel pediu um amigo para telefonar para a ex-namorada. “Quando atendi, ele disse que não tinha feito nada de errado e que eu podia fazer o que quisesse. Que eu só queria fama. Olha, já namorei gente muito mais famosa e nunca expus isso na mídia. O que aconteceu comigo é algo muito feio e me dá vergonha. Procurei me culpar para não acreditar no que aconteceu. Depois, percebi que eu não fiz nada para merecer esses hematomas. Que sirva de alerta para outras mulheres que estejam passando por isso ou que possam vir a passar para jamais se calarem”, justifica.

Terapia e medo de se envolver

Ilana conta que começou a fazer terapia esta semana para lidar com o que viveu. “A ficha demora a cair. Só fui perceber o quanto tinha sido agredida e humilhada quando minha mãe me levou até a delegacia. Fica um trauyma. O medo de me relacionar com alguém no futuro e ser agredida de novo”, confessa, Ilana que começou no funk há quatro anos e quer novas oportunidades para estudar e quem sabe até fazer uma faculdade. De Direwito ou Psicologia.

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